Linguagem e pensamento
Atualmente, interesso-me por como a linguagem molda nossas capacidades conceituais. Uma ideia central é que essas capacidades estão sistematicamente inter-relacionadas, de modo que possuir uma determinada capacidade conceitual envolve ser capaz de recorrer às suas conexões com outras capacidades. A linguagem nos permite reconhecer e explorar mais plenamente essas conexões. Mais importante ainda, ela também nos permite assumir a responsabilidade pelo que fazemos e dizemos, bem como negociar essas responsabilidades com os outros. Meu trabalho atual explora essa dimensão interpessoal da relação entre linguagem e pensamento.
Quine e a história da filosofia analítica
O naturalismo de Quine concebe a filosofia como contínua com a ciência. Meu trabalho atual explora como esse naturalismo molda suas posições filosóficas, incluindo a indeterminação da tradução, sua escolha de uma notação canônica e sua abordagem da atribuição de estados mentais a outras pessoas. Nesses domínios aparentemente distintos, identifico um fio condutor na concepção quineana da experiência como organizada por leis, cujas origens remonto a seu professor pragmatista, C. I. Lewis. Isso também aponta para outra vertente de meu trabalho, a saber, o estudo do desenvolvimento filosófico de Quine por meio tanto de suas obras publicadas quanto de seus manuscritos e cartas inéditos.
Trabalhos em andamento
Estou escrevendo dois artigos sobre a influência de Dummett em Gareth Evans e John McDowell, com foco na concepção dummettiana de uma teoria do significado e, mais especificamente, no caráter racional da linguagem tal como se cristaliza na noção fregeana de sentido. Também estou investigando mais profundamente a filosofia de C. I. Lewis e sua conexão com Quine.